sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Peregrinando..

Não é fácil deixar a terra de origem e enfrentar uma nova cultura, ainda que dentro do próprio país. Somos vistos, muitas vezes, como invasores, olhados com desconfiança e tidos por tudo e mais alguma coisa. Só passado algum tempo, de duras provas, alguns corações são finalmente conquistados e, de desconhecidos, passamos a conhecidos e reconhecidos.

A TERRA DE ORIGEM. Mas quando se dá o feliz regresso à terra que nos viu crescer, onde não precisamos de fazer valer os nossos direitos, pois quase todos nos conhecem, sabem de quem "somos" e, por isso, o que "temos" é apenas mais um acréscimo para satisfazer uma curiosidade ou para enaltecer a nossa essência humana, onde contemplamos tudo e todos (mesmo aqueles que nos eram indiferentes ou de quem não pensávamos tão bem) com um olhar novo - simples e amoroso -, pleno de gratidão pelo acolhimento, pela ternura de cada gesto, pela transmissão viva da fé, é, de facto, momento para agradecer a Providência Divina que tanto nos cumula...

A FAMÍLIA. A família é o espaço primordial do Amor: reflexo da comunhão e união que se vive no seio da Família Divina, Trindade Santíssima. É ela que perante tempestades de toda a sorte, distâncias, separações, nos acolhe sempre, porque - verdadeiramente - Deus fê-la, n 'Ele, nossa pertença. Ela exige de nós (exigências morais mas também sociais). É a amizade mais singela que na reciprocidade de uma entrega que se requer oblativa, predispõe a pessoa para novas amizades, fundadas por aquele Amor. 

AMIZADE. Os vínculos que se vão estabelecendo com as mais variadas pessoas que, no peregrinar desta curta vida, se vão cruzando no nosso caminho, os locais por onde vamos passando, o céu que contemplamos e o ar que juntos respiramos, fazem de cada um de nós um "cidadão do mundo", perdido entre múltiplas pertenças na vasta Comunidade que é o mundo, que é esta sociedade em que vivemos. São rostos maduros que nos dizem: «Lembro-me desta carinha em pequenina»; braços que se abrem para saudar, com a imensa saudade que a alegria do reencontro fez estimular, quem se via tão longinquamente...; amigos de amigos, irmãos na fé, família... É, também, por meios assim tão humanos que DEUS se revela a cada instante e, de modo muito particular, naqueles que, inflamados no Seu Amor administram os sacramentos, rezam com os fiéis na Igreja, adoram Jesus sacramentado, louvam o Deus da Vida e expõem, com toda a sabedoria, a sã doutrina, com todo o Amor e com toda a Misericórdia.

O MINHO. Aqui respira-se não só a "arte tradicional", a simplicidade, a generosidade, a alegria, como também, de modo singular, a FÉ - muito viva, muito presente.

Laus Deo!

3 comentários:

FireHead disse...

Bonito texto! Infelizmente não tenho o prazer de conhecer muito do Minho, pois sempre que por aí estive foi em passagens fugazes (Guimarães e Braga).
Tomei a liberdade de adicionar este teu magnífico blogue à lista de links do meu blogue de apologética, 聖母の騎士: http://seibonokishi.blogs.sapo.pt/

Beijinhos.

Omnes cum Petrus ad Iesum per Mariam!

Mariam disse...

FireHead,

Obrigada! Também vou adicionar, aqui, o teu blogue (dei uma vista de olhos, assim a correr, e voltarei lá, se Deus quiser, para ler com toda a atenção os interessantes artigos que publicaste).

Conheces o chamado baixo Minho. O Alto Minho também vale bem a pena ser visto.

Abraço em Cristo!

- Omnes cum Petrus ad Iesum per Mariam -

FireHead disse...

Certamente que vale a pena visitar o Alto Minho. Portugal é um país lindíssimo e é uma grande pena muitos portugueses não terem a noção disso. ;)