sexta-feira, 9 de abril de 2010

Configurados com Cristo...



Irmãos: Todos nós que fomos baptizados em Jesus Cristo, fomos baptizados na sua morte. Fomos sepultados com Ele pelo Baptismo na Sua morte, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, para glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova. Se, na verdade, estamos totalmente unidos a Cristo pela semelhança da sua morte, também o estaremos pela semelhança da sua ressurreição. Bem sabemos que o nosso homem velho foi crucificado com Cristo, para que fosse destruído no corpo do pecado e não mais fôssemos escravos dele. Quem morreu está livre do pecado. Se morremos com Cristo, acreditamos que também com Ele viveremos, sabendo que, uma vez ressuscitado dos mortos, Cristo já não pode morrer; a morte já não tem domínio sobre Ele. Porque na morte que sofreu, Cristo morreu para o pecado de uma vez para sempre; mas a sua vida é uma vida para Deus. Assim vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Cristo Jesus (Rom 6, 3-11).


terça-feira, 6 de abril de 2010

Mulher, porque choras? A quem procuras?


«Mulher, porque choras?»
Perguntam os anjos a Maria de Magdala.
«Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.»
Levam-te, julgas tu, o teu Divino Mestre,
o amado da tua alma, o teu Único Tudo...
Qual amargura, qual fel ruidoso e opressor
incapaz de transpor as barreiras do visível,
para além do humano, para além da dor...
«Maria!» - assim te chamou o Senhor!
E logo o teu coração ferido
sarado ficou ante a presença divina;
essa profunda chaga é incurável,
é incurável a ferida d' Amor.
Maria!, Maria!...
...«Não me detenhas»...
Não queiras procurar o eterno no efémero...
Maria!... Sou Eu quem procuras,
Eu, o teu doce Jesus, Vivo e Ressuscitado!
Eis-me aqui, contigo e em ti: para sempre!...
Agora vai... faz-te ao largo dos caminhos da vida:
é hora de Anunciar a vitória do Crucificado,
é hora de derrubar as fronteiras da morte,
é hora de espalhar a Boa-Nova,
é hora de proclamar que DEUS é PAI
e vós - em Mim - irmãos,
é hora de cantar que DEUS é AMOR,
Amor infinito, Amor misericordioso,
Amor (e)terno...

... És Tu, meu Jesus!



domingo, 4 de abril de 2010

Uma Santa e Feliz Páscoa para todos!


Na manhã de Páscoa
resplandeceu o Sol da Vida!
Sol da Justiça!
Fonte d' Amor infinito
a jorrar por toda a Eternidade!...



quinta-feira, 1 de abril de 2010

Seguindo Jesus...



Dos escritos do B. Carlos de Foucauld - Retiro de oito dias em Efraim:

«Anunciando antecipadamente a minha paixão, quis também despertar em vós compaixão pelas minhas dores, que por amor de mim sofrêsseis com os meus sofrimentos... A vossa compaixão deve ser viva e constante, porquanto em cada momento da  minha vida estão presentes todos os momentos da vossa, e amando-vos como vos amo, todos os momentos da vossa vida são para mim causa de consolação ou de aflição, maior ou menor, consoante os empregais a praticar o bem ou o mal, em maior ou menor grau... Assim, durante a minha agonia e paixão, como em qualquer outro momento da minha vida, tenho presentes todos os momentos da existência de cada um de vós, em que meditastes nas minhas dores, sofrendo também com elas e compadecendo-vos de mim, as abraçastes para me não deixar sofrer sozinho - e essa atitude consola-me por ser uma prova do vosso amor... E que outra coisa desejo eu senão que me ameis? "Eu vim lançar fogo à terra, o fogo do meu amor, do amor de Deus, e nada mais desejo senão que ele se ateie"... Não que eu necessite do vosso amor: é por amor vosso que o desejo, por isso constituir para vós o supremo bem e eu só desejar o vosso bem...

Ensino-vos também a odiar o pecado, cuja expiação me sai tão cara, a evitá-lo [a todo o custo]; e se tiverdes a infelicidade de o cometer, a deplorá-lo e fazer penitência, com o propósito de nunca mais o cometer, a pedir-me perdão imediatamente, a desejar que todos os homens jamais o cometessem, e a chorar se o cometerem, a esforçar-vos por que o não cometam, a fazer penitência não só por vós mesmos, mas também por eles, a orar para não pecardes vós nem eles, uma vez que o pecado me sai tão caro, me causa horror, me despedaça o coração, me ofende tanto!...

«Todos os que adoram um Deus crucificado,
devem carregar, no corpo e na alma,

a cruz,

selo desse Deus e sinal de que se lhe pertence...»

sexta-feira, 19 de março de 2010

S. José, rogai por nós!


19 de Março, dia de S. José, o Pai adoptivo de Jesus, aquele homem justo, como diz a Sagrada Escritura, aquele santo homem que aprendeu a amar de uma forma sublime a Santíssima Virgem Maria. Aceitou a Vontade de Deus na sua vida... Levou a sua cruz até ao fim porque amou até às últimas consequências. Aceitou ser "pai" do Verbo encarnado, pai adoptivo, pai sem o ser, na realidade, mas... aceitou. Foi protector da Mãe de Deus e do Filho de Deus, que é o próprio Deus. Foi o guia da Sagrada Família de Nazaré, o chefe de família que o Senhor, desde toda a eternidade designara, num projecto de Amor imenso...

S. José, protector e guia da Santa Igreja, rogai por nós!

Por todos os maridos e pais de família,
por todos aqueles que desejam viver em castidade,
por todos os sacerdotes,
por todas as mulheres, esposas, mães, celibatárias,
por todos intercedei junto de Deus e da Virgem Mãe, 
para que sejam fiéis, para que sejam santos. Amen.

quinta-feira, 11 de março de 2010

De injustamente excomungada - a Santa...


O ardente amor a Jesus Cristo desta santa que em breve, dia 17 de Outubro do presente ano, será canonizada pelo Santo Padre Bento XVI, e a busca incessante de cumprir a Vontade do Seu amantíssimo Esposo, fez com que esta mulher fosse alvo de muitas incompreensões, e, desta forma, se configurasse mais com o Servo Sofredor, com o Menino Deus que não pôde nascer na Hospedaria, com o Senhor Crucificado, rejeitado e despojado de tudo... Refiro-me à excomunhão que um Bispo lhe infligiu na flor da idade, tinha ela 29 anos.

Mary destacou-se no meio de tantos "outros" e, precisamente por isso, não ficou impune. Todos sabemos que quem se destaca, quem sobressai por suas virtuosas qualidades estimula, muitas vezes, senão mesmo sempre, a maldade, o ódio, a inveja e todos esses baixos sentimentos presentes no coração daqueles que, renegando a Verdade - Jesus Cristo e o Seu seguimento - se deixam conduzir pelo espírito mundano. Porém, não esqueçamos que, como diz S. Paulo, «tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus», TUDO: todos os sofrimentos, tudo aquilo que de forma inesperada nos acontece, como o sofrimento, em todas as suas formas... A seguir ao Inverno vem a Primavera! Depois da tempestade vem a bonança, depois da degraça, a Graça, depois da morte, a Vida e a certeza da eterna ressurreição!

«Aquela que será a primeira santa australiana, conhecida pelos contemporâneos como Madre Maria da Cruz, deixou obra no campo da educação e trabalho com os mais pobres e já era, para os crentes do seu país, e de outros lugares para onde o seu exemplo se expandiu, uma "santa do povo". Quando morreu, em 1909, aos 67 anos, os choques com a hierarquia eram passado e o então arcebispo de Sydney, cardeal Patrick Moran, saudou-a como santa. Na semana passada, depois de ter dado como provados os necessários milagres para a canonização, Roma, pela voz do Papa Bento XVI, concordou.

Filha de emigrantes escoceses, mais velha de oito irmãos, Mary Helen nasceu nos subúrbios de Melbourne em 1842. Aprendeu em escolas privadas, mas também com o pai, que tinha estudado para padre. Aos 16 anos, para ajudar a família, que inicialmente prosperou na Austrália, mas a quem a vida se tinha tornado difícil, começou a trabalhar como explicadora e a ensinar numa escola católica para raparigas.

Em 1866, ano em que completou 24 anos e se tornou freira, abriu a primeira escola num bairro pobre de Penola, incentivada pelo padre e cientista Julian Tenisson Woods, que precisava de ajuda para a educação religiosa das crianças da sua vasta paróquia. A afluência de jovens raparigas levou a que ambos fundassem a Congregação das Irmãs de São José do Sagrado Coração. Em quatro anos, as "josefinas" abririam 34 escolas, mas também centros de acolhimento e orfanatos no Sul da Austrália.

Insubordinação

Desentendimentos sobre matérias educativas, vistos como desobediência pelo bispo de Adelaide, Laurence Sheil, que apadrinhara a criação da congregação, levaram-no a excomungar Mary MacKillop, por insubordinação, em Setembro de 1871. Foram momentos complicados: a maior parte das escolas fechou, as Irmãs de São José quase se dissolveram.

Mas meses depois, em Fevereiro do ano seguinte, a poucos dias de morrer, Sheil revogou a pena. E no ano seguinte, Mary obteve aprovação do Papa Pio IX para a existência da congregação. Só que os conflitos com a hierarquia da Igreja australiana não tinham ainda terminado: ficou também conhecida, nos anos 1880, uma desavença com o então bispo Christopher Reynolds, que lhe ordenou que deixasse a diocese de Adelaide devido a desentendimentos sobre a tutela de escolas e instituições de caridade. Seria de novo um Papa, Leão XIII, a tomar o partido de uma mulher descrita como carinhosa mas determinada, com um enorme amor pelo próximo e grandes olhos azuis como traço físico mais marcante.» - in Publico.pt

Para ler este artigo na íntegra clique aqui.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Transformados na imagem do Ser Divino...



«Todos esses eleitos que ostentam a palma na mão, e que se encontram completamente banhados na grande luz de Deus, tiveram que anteriormente passar pela "grande tribulação", e conhecer essa dor "imensa como o mar", cantada pelo salmista. Antes de contemplar "de rosto descoberto, a glória do Senhor", comungaram nos aniquilamentos do seu Cristo; antes de serem "transformados de glória em glória, na imagem do Ser divino", foram conformados à do Verbo incarnado, o Crucificado por amor.»

- B. Isabel da Trindade, Último Retiro

sexta-feira, 5 de março de 2010

Deixa-te olhar por Jesus!

«Olha-me ó Jesus,
misericórdia infinita!
Volta para mim o Teu rosto,
devotamente Te peço, para que,
sob o Teu olhar, eu possa chorar
os meus pecados.
Uma vez que olhaste para Pedro,
caído no pecado;
sob o Teu olhar e com a ajuda divina,
ele chorou amargamente;
de novo na Tua graça,
permaneceu sempre fiel.»

- S. Leão IX, Algumas orações compostas pelos Papas

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Nessa tarde...


«Meu Deus, nessa tarde… de amor e de dor, doce porque Tu estás presente, e dolorosa porque está tão próxima a Tua morte… Maria derrama perfume sobre os Teus pés e sobre a Tua cabeça… Espalhando o perfume e rompendo o vaso, ela coloca a Teus pés e entrega-Te todo o seu ser, corpo e alma, coração e inteligência; dá-Te tudo o que é; derrama o perfume e rompe o vaso… Nada reserva para si, dá-se toda, tudo o que é e tudo o que tem… Ó Jesus, quero entregar-me a Ti como aquela santa mulher que se entregou totalmente, sem conservar nada de si nem para si… "Eis-me aqui; venho fazer a Tua vontade". Ó Senhor; faz com que o meu dom seja completo, que me entregue totalmente a Ti, eu mesmo e tudo o que me pertence; o perfume e o vaso, a alma e o corpo, tudo!» (Cfr. C. de Foucauld, Meditações sobre o Evangelho).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Eu sou... o que sou...

Eu sou a luz do mundo.
Quem me segue não anda nas trevas,
mas terá a luz da vida (Jo 8, 12).


SEGUE-ME! SEGUE-ME!... SEGUE-ME…

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Via-Sacra/Via-Crucis pps


Faça já o download! É seguro e gratuito (clique aqui).

Para a Quaresma do ano de 2008 resolvi fazer uma Via-Sacra em Power Point. Dediquei-me com muito amor a este trabalho "contemplativo" e enviei por mail às pessoas mais próximas. Agora, exponho esta Apresentação para todos quantos visitarem este Blog.

Acompanhar Jesus na sua Via-Crucis, na sua Via de Amor. «Cristo deixou-nos o exemplo para que sigamos os Seus passos»... Segui-Lo no Amor... No desejo de conversão interior, pessoal e colectiva, para que, assim como todos participamos dos sofrimentos de Jesus, uns de uma maneira, outros de outra, assim também participemos todos da Bem-Aventurança eterna, com o Pai e o Filho e o Espírito Santo, com a Santíssima Virgem Maria, S. José e todos os Santos e Anjos de DEUS. Que assim seja. Amen.

Faça já o download! É seguro e gratuito (clique aqui).

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

S. Margarida Maria, ora pro nobis!



Dos escritos autobiográficos de S. Margarida-Maria Alacoque:

«Comecei então a olhar para o mundo e a adornar-me para lhe agradar, procurando divertir-me quanto podia. Mas Vós, ó meu Deus, Vós sois a única testemunha da grandeza e duração da luta espantosa que eu sofria dentro de mim. Nela teria mil e mil vezes sucumbido, se não fosse o auxílio extraordinário da Vossa misericordiosa bondade, cujos desígnios eram muitos diferentes dos que eu ideava no meu coração. Vós me fizestes conhecer bem, nesta batalha como em muitas outras, quão duro e difícil havia de ser o recalcitrar contra o potente aguilhão do Vosso amor, embora a minha malícia e infidelidade me levassem a empregar todas as forças para lhe resistir, e extinguir em mim todos os seus influxos. Mas foi em vão; porque no meio das companhias e divertimentos, me arrojáveis setas tão ardentes, que trespassavam e consumiam o meu coração; e a dor, que sentia, punha-me inteiramente fora de mim.

E não bastando ainda isto a um coração tão ingrato como o meu para o fazer desisir, sentia-me atada e como arrastada à força de cordas, tão fortemente, que por fim era obrigada a seguir aquele Senhor, que me chamava a algum lugar secreto e me dava severas repreensões, porque tinha zelos do meu miserável coração, que sofria perseguições espantosas. E depois de Lhe ter pedido perdão prostrada de face por terra, mandava-me tomar uma longa e áspera disciplina. Mas eu voltava de novo, inteiramente como dantes, às minhas resistencia e vaidades.

Depois, à noite, quando tirava aquelas malditas librés de Satanás, isto é, os vãos enfeites, instrumentos da malícia dele, aparecia-me o meu soberano Senhor, como na flagelação, completamente desfigurado, fazendo-me terríveis queixas: que as minhas vaidades O tinham reduzido àquele estado; que eu perdia um tempo tão precioso, de que Ele me havia de pedir rigorosa conta à hora da morte; que O atraiçoava e perseguia, depois de Ele me ter dado tantas provas de amor e me ter mostrado todo o Seu desejo de que eu me tornasse semelhante a Ele. Tudo isto se imprimia em mim tão fundamente, e me fazia tão dolorosas feridas no coração, que eu chorava amargamente; ser-me-ía muito dificil explicar tudo quanto sofria e se passava em mim».