domingo, 11 de março de 2012

Os elos do sangue...

Ainda que membros de uma família estejam dez ou mais anos sem se verem, seja porque motivos for, no reencontro há um elo, há uma sensação de que a última vez que se viram foi apenas ontem. O sangue que pulsa dentro de nós é o mesmo, ou uma parcela dele é idêntico. Ao nos olharmos vemo-nos neles, eles vêem-se em nós, e neles vemos os que nos precederam, os que, como nós, nos pertencem e dos quais somos pertença pelo vínculo sanguíneo/familiar, e, muito particularmente, vemos e espelhamos aqueles que já nos deixaram mas que tão intimamente nos acompanham e por nós intercedem... Em família todos se compreendem, apesar dos conflitos inerentes a qualquer uma, dos mal-entendidos, etc. Todos sabem as "pancas" que nos caracterizam. Rimo-nos delas e daqueles que as expuseram mais abertamente. Temos histórias comuns. Todos sabem certos acontecimentos caricatos; os pais, os tios foram contando e por isso partilhamos histórias semelhantes ainda que contadas por pessoas diferentes. Na família reina - e deve reinar sempre - o Amor que tudo vence e que sempre quer imperar.

Que a Sagrada Família proteja e abençoe todas as famílias!

Laus Deo!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Qual é o papel dos idosos na nossa sociedade?


Solidariedade entre as gerações para garantir trabalho e aposentadorias

ROMA, quarta-feira, 7 de março de 2012 (ZENIT.org) - Estamos diante de uma situação sem precedentes na história humana, derivada do aumento na expectativa de vida. É uma vitória sobre a doença e sobre as causas da morte, devida a uma dieta melhor, ao progresso da medicina, às medidas de segurança e de solidariedade social.

Entretanto, todas as idades da vida em nosso mundo têm atividades peculiares e prevalentes: o estudo na juventude, o trabalho na idade adulta... Falta um exame adequado da longevidade. Se Deus nos permitiu prolongar a vida, certamente quis que as pessoas dessem frutos também na estação da velhice.
E qual seria o papel do idoso na nossa sociedade?

Não podemos evitar esta questão neste Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre as Gerações.

 Os idosos são, em nossa "sociedade de consumo", geradores reais de relações: pontes entre uma geração e outra. E precisamos da solidariedade entre as gerações.

Os idosos são um grande trunfo para a sociedade. Seu conhecimento, sua experiência e sabedoria são um legado para os jovens, agora mais do que nunca precisados de professores da vida.

O beato João Paulo II, em particular, sugere pistas úteis para a reflexão. Ele reservou aos idosos, com quem dividiu a idade e a condição, um lugar de destaque no seu ministério pastoral. Através de uma série de manifestações significativas, ele quis identificar e descrever o carisma específico e a vocação da "terceira idade" no contexto da comunidade civil e eclesial.

Na "Carta aos Idosos", de 1º de outubro de 1999, às vésperas do ano jubilar, quando Karol Wojtyla completava oitenta anos, ele sublinhou o importante testemunho da terceira idade como um período marcado pelo despertar espiritual da pessoa, no contexto das indagações levantadas pela própria experiência de vida.

A carta cita o Salmo 90: "Os anos de nossa vida são setenta, oitenta para os mais fortes; mas quase todos são fadiga, sofrimento; passam depressa".

A Sagrada Escritura atesta numerosos exemplos de homens e mulheres chamados por Deus na vida madura. Eles responderam a essa vocação e tal resposta lhes abriu horizontes inesperados de bênção e de prosperidade, não só para eles, mas também para os seus descendentes, como no caso de Abraão e de Sara, que se tornaram pais contra toda expectativa razoável, ou de Moisés, a quem Deus pediu que conduzisse o povo eleito no êxodo rumo à Terra Prometida.

O poder de Deus supre a insuficiência humana, e a velhice, na sabedoria bíblica, não é apenas a fase final da maturidade humana, mas também uma expressão da bênção de Deus.

João Paulo II declara enfaticamente que não existem vidas insignificantes ou inúteis, como às vezes parece sentir-se no contexto sócio-cultural contemporâneo, caracterizado por uma mentalidade produtivista.

"O idoso", diz o papa, e eu também encerro com as palavras dele, "ajudam a olhar para os assuntos terrenos com mais sabedoria, porque as vicissitudes lhes trouxeram o conhecimento e a maturidade. Eles são os guardiões da memória coletiva e, portanto, os intérpretes privilegiados daquele conjunto de ideais e valores comuns que regem e guiam a vida em sociedade. Excluí-los é refutar o passado, em que está enraizado o presente, em nome de uma modernidade sem memória. Os idosos, por causa da sua experiência amadurecida, são capazes de oferecer aos jovens conselhos e ensinamentos preciosos"(Carta aos Idosos, 10).

Enrico dal Covolo, reitor da Pontifícia Universidade Lateranense



quarta-feira, 7 de março de 2012

Deturpações...

"Nunca nos devemos arrepender do que fizemos, mas sim do que não fizemos". Foi uma frase dita por alguém a outro alguém que comigo estava, em contexto informal, num tom que demonstrava imensa sabedoria oculta, mas não uma sabedoria divina. Não foi por mal, e a pessoa que o disse não teve noção... Não que a segunda oração desta frase esteja incorrecta, uma vez que também pecamos por omissão, mas a primeira propaga um erro gravíssimo que fomenta o orgulho e a rejeição de Deus na vida do ser-humano. Claro que o ideal seria ninguém ter motivos de arrependimento, mas do mal que se fez, é óbvio que tem de haver arrependimento para se alcançar a salvação integral.

Que neste sagrado tempo da Quaresma, particularmente, não menosprezemos os erros, conscientes ou não, do passado, mas antes, com profundo arrependimento (suplicado a Deus nosso Senhor) e propósito firmíssimo de emenda, nos reconciliemos com Deus mediante o sacramento da reconciliação, confiando absolutamente na Misericórdia divina que, ao contrário das pessoas, sempre nos perdoa e ESQUECE, apaga do Seu Coração dilacerado as nossas ofensas ao Seu Amor santíssimo e, ainda, sara o nosso, por vezes tão pobrezinho.

Continuação de uma santa Quaresma!

Buscando perfeições...

Sete sinais de que o namoro não vai dar certo

Quatro motivos por que um namoro não dá certo

sábado, 3 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

Penitências...

A propósito da mortificação quaresmal: http://www.opusdei.pt/art.php?p=16008

Para quem, como eu, se sente a caminhar a passos de caracol: Cor Jesum Sacratissimum, miserere nobis. É Ele o divino ascensor.

Le pratiche penitenziali. S. Leão Magno.

Breve Meditação II Semana da Quaresma_2012

Breve Meditação I Semana da Quaresma_2012