sexta-feira, 19 de março de 2010

S. José, rogai por nós!


19 de Março, dia de S. José, o Pai adoptivo de Jesus, aquele homem justo, como diz a Sagrada Escritura, aquele santo homem que aprendeu a amar de uma forma sublime a Santíssima Virgem Maria. Aceitou a Vontade de Deus na sua vida... Levou a sua cruz até ao fim porque amou até às últimas consequências. Aceitou ser "pai" do Verbo encarnado, pai adoptivo, pai sem o ser, na realidade, mas... aceitou. Foi protector da Mãe de Deus e do Filho de Deus, que é o próprio Deus. Foi o guia da Sagrada Família de Nazaré, o chefe de família que o Senhor, desde toda a eternidade designara, num projecto de Amor imenso...

S. José, protector e guia da Santa Igreja, rogai por nós!

Por todos os maridos e pais de família,
por todos aqueles que desejam viver em castidade,
por todos os sacerdotes,
por todas as mulheres, esposas, mães, celibatárias,
por todos intercedei junto de Deus e da Virgem Mãe, 
para que sejam fiéis, para que sejam santos. Amen.

quinta-feira, 11 de março de 2010

De injustamente excomungada - a Santa...


O ardente amor a Jesus Cristo desta santa que em breve, dia 17 de Outubro do presente ano, será canonizada pelo Santo Padre Bento XVI, e a busca incessante de cumprir a Vontade do Seu amantíssimo Esposo, fez com que esta mulher fosse alvo de muitas incompreensões, e, desta forma, se configurasse mais com o Servo Sofredor, com o Menino Deus que não pôde nascer na Hospedaria, com o Senhor Crucificado, rejeitado e despojado de tudo... Refiro-me à excomunhão que um Bispo lhe infligiu na flor da idade, tinha ela 29 anos.

Mary destacou-se no meio de tantos "outros" e, precisamente por isso, não ficou impune. Todos sabemos que quem se destaca, quem sobressai por suas virtuosas qualidades estimula, muitas vezes, senão mesmo sempre, a maldade, o ódio, a inveja e todos esses baixos sentimentos presentes no coração daqueles que, renegando a Verdade - Jesus Cristo e o Seu seguimento - se deixam conduzir pelo espírito mundano. Porém, não esqueçamos que, como diz S. Paulo, «tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus», TUDO: todos os sofrimentos, tudo aquilo que de forma inesperada nos acontece, como o sofrimento, em todas as suas formas... A seguir ao Inverno vem a Primavera! Depois da tempestade vem a bonança, depois da degraça, a Graça, depois da morte, a Vida e a certeza da eterna ressurreição!

«Aquela que será a primeira santa australiana, conhecida pelos contemporâneos como Madre Maria da Cruz, deixou obra no campo da educação e trabalho com os mais pobres e já era, para os crentes do seu país, e de outros lugares para onde o seu exemplo se expandiu, uma "santa do povo". Quando morreu, em 1909, aos 67 anos, os choques com a hierarquia eram passado e o então arcebispo de Sydney, cardeal Patrick Moran, saudou-a como santa. Na semana passada, depois de ter dado como provados os necessários milagres para a canonização, Roma, pela voz do Papa Bento XVI, concordou.

Filha de emigrantes escoceses, mais velha de oito irmãos, Mary Helen nasceu nos subúrbios de Melbourne em 1842. Aprendeu em escolas privadas, mas também com o pai, que tinha estudado para padre. Aos 16 anos, para ajudar a família, que inicialmente prosperou na Austrália, mas a quem a vida se tinha tornado difícil, começou a trabalhar como explicadora e a ensinar numa escola católica para raparigas.

Em 1866, ano em que completou 24 anos e se tornou freira, abriu a primeira escola num bairro pobre de Penola, incentivada pelo padre e cientista Julian Tenisson Woods, que precisava de ajuda para a educação religiosa das crianças da sua vasta paróquia. A afluência de jovens raparigas levou a que ambos fundassem a Congregação das Irmãs de São José do Sagrado Coração. Em quatro anos, as "josefinas" abririam 34 escolas, mas também centros de acolhimento e orfanatos no Sul da Austrália.

Insubordinação

Desentendimentos sobre matérias educativas, vistos como desobediência pelo bispo de Adelaide, Laurence Sheil, que apadrinhara a criação da congregação, levaram-no a excomungar Mary MacKillop, por insubordinação, em Setembro de 1871. Foram momentos complicados: a maior parte das escolas fechou, as Irmãs de São José quase se dissolveram.

Mas meses depois, em Fevereiro do ano seguinte, a poucos dias de morrer, Sheil revogou a pena. E no ano seguinte, Mary obteve aprovação do Papa Pio IX para a existência da congregação. Só que os conflitos com a hierarquia da Igreja australiana não tinham ainda terminado: ficou também conhecida, nos anos 1880, uma desavença com o então bispo Christopher Reynolds, que lhe ordenou que deixasse a diocese de Adelaide devido a desentendimentos sobre a tutela de escolas e instituições de caridade. Seria de novo um Papa, Leão XIII, a tomar o partido de uma mulher descrita como carinhosa mas determinada, com um enorme amor pelo próximo e grandes olhos azuis como traço físico mais marcante.» - in Publico.pt

Para ler este artigo na íntegra clique aqui.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Transformados na imagem do Ser Divino...



«Todos esses eleitos que ostentam a palma na mão, e que se encontram completamente banhados na grande luz de Deus, tiveram que anteriormente passar pela "grande tribulação", e conhecer essa dor "imensa como o mar", cantada pelo salmista. Antes de contemplar "de rosto descoberto, a glória do Senhor", comungaram nos aniquilamentos do seu Cristo; antes de serem "transformados de glória em glória, na imagem do Ser divino", foram conformados à do Verbo incarnado, o Crucificado por amor.»

- B. Isabel da Trindade, Último Retiro

sexta-feira, 5 de março de 2010

Deixa-te olhar por Jesus!

«Olha-me ó Jesus,
misericórdia infinita!
Volta para mim o Teu rosto,
devotamente Te peço, para que,
sob o Teu olhar, eu possa chorar
os meus pecados.
Uma vez que olhaste para Pedro,
caído no pecado;
sob o Teu olhar e com a ajuda divina,
ele chorou amargamente;
de novo na Tua graça,
permaneceu sempre fiel.»

- S. Leão IX, Algumas orações compostas pelos Papas

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Nessa tarde...


«Meu Deus, nessa tarde… de amor e de dor, doce porque Tu estás presente, e dolorosa porque está tão próxima a Tua morte… Maria derrama perfume sobre os Teus pés e sobre a Tua cabeça… Espalhando o perfume e rompendo o vaso, ela coloca a Teus pés e entrega-Te todo o seu ser, corpo e alma, coração e inteligência; dá-Te tudo o que é; derrama o perfume e rompe o vaso… Nada reserva para si, dá-se toda, tudo o que é e tudo o que tem… Ó Jesus, quero entregar-me a Ti como aquela santa mulher que se entregou totalmente, sem conservar nada de si nem para si… "Eis-me aqui; venho fazer a Tua vontade". Ó Senhor; faz com que o meu dom seja completo, que me entregue totalmente a Ti, eu mesmo e tudo o que me pertence; o perfume e o vaso, a alma e o corpo, tudo!» (Cfr. C. de Foucauld, Meditações sobre o Evangelho).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Eu sou... o que sou...

Eu sou a luz do mundo.
Quem me segue não anda nas trevas,
mas terá a luz da vida (Jo 8, 12).


SEGUE-ME! SEGUE-ME!... SEGUE-ME…

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Via-Sacra/Via-Crucis pps


Faça já o download! É seguro e gratuito (clique aqui).

Para a Quaresma do ano de 2008 resolvi fazer uma Via-Sacra em Power Point. Dediquei-me com muito amor a este trabalho "contemplativo" e enviei por mail às pessoas mais próximas. Agora, exponho esta Apresentação para todos quantos visitarem este Blog.

Acompanhar Jesus na sua Via-Crucis, na sua Via de Amor. «Cristo deixou-nos o exemplo para que sigamos os Seus passos»... Segui-Lo no Amor... No desejo de conversão interior, pessoal e colectiva, para que, assim como todos participamos dos sofrimentos de Jesus, uns de uma maneira, outros de outra, assim também participemos todos da Bem-Aventurança eterna, com o Pai e o Filho e o Espírito Santo, com a Santíssima Virgem Maria, S. José e todos os Santos e Anjos de DEUS. Que assim seja. Amen.

Faça já o download! É seguro e gratuito (clique aqui).

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

S. Margarida Maria, ora pro nobis!



Dos escritos autobiográficos de S. Margarida-Maria Alacoque:

«Comecei então a olhar para o mundo e a adornar-me para lhe agradar, procurando divertir-me quanto podia. Mas Vós, ó meu Deus, Vós sois a única testemunha da grandeza e duração da luta espantosa que eu sofria dentro de mim. Nela teria mil e mil vezes sucumbido, se não fosse o auxílio extraordinário da Vossa misericordiosa bondade, cujos desígnios eram muitos diferentes dos que eu ideava no meu coração. Vós me fizestes conhecer bem, nesta batalha como em muitas outras, quão duro e difícil havia de ser o recalcitrar contra o potente aguilhão do Vosso amor, embora a minha malícia e infidelidade me levassem a empregar todas as forças para lhe resistir, e extinguir em mim todos os seus influxos. Mas foi em vão; porque no meio das companhias e divertimentos, me arrojáveis setas tão ardentes, que trespassavam e consumiam o meu coração; e a dor, que sentia, punha-me inteiramente fora de mim.

E não bastando ainda isto a um coração tão ingrato como o meu para o fazer desisir, sentia-me atada e como arrastada à força de cordas, tão fortemente, que por fim era obrigada a seguir aquele Senhor, que me chamava a algum lugar secreto e me dava severas repreensões, porque tinha zelos do meu miserável coração, que sofria perseguições espantosas. E depois de Lhe ter pedido perdão prostrada de face por terra, mandava-me tomar uma longa e áspera disciplina. Mas eu voltava de novo, inteiramente como dantes, às minhas resistencia e vaidades.

Depois, à noite, quando tirava aquelas malditas librés de Satanás, isto é, os vãos enfeites, instrumentos da malícia dele, aparecia-me o meu soberano Senhor, como na flagelação, completamente desfigurado, fazendo-me terríveis queixas: que as minhas vaidades O tinham reduzido àquele estado; que eu perdia um tempo tão precioso, de que Ele me havia de pedir rigorosa conta à hora da morte; que O atraiçoava e perseguia, depois de Ele me ter dado tantas provas de amor e me ter mostrado todo o Seu desejo de que eu me tornasse semelhante a Ele. Tudo isto se imprimia em mim tão fundamente, e me fazia tão dolorosas feridas no coração, que eu chorava amargamente; ser-me-ía muito dificil explicar tudo quanto sofria e se passava em mim».

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Na vocação: a eleição de Deus...


Deus «escolheu-nos em Cristo antes da criação do mundo,
para sermos santos e irrepreensíveis
na Sua presença, no Amor».
- Ef 1, 4

Todas as vocações implicam um chamamento à santidade; são fruto do infinito Amor de Deus por cada um de nós, Seus filhos. E o primeiro chamamento que Deus faz, ou seja, a primeira manifestação do Seu imenso Amor por nós, acontece no sacramento do Baptismo, onde o Pai se revela como Pai em relação a Seu Filho e a nós, porque filhos no Filho, no Amor do Espírito Santo. Nesse momento, Deus repete estas palavras: «Tu és o meu filho muito amado [a minha filha muito amada], no qual pus toda a minha complacência». - Mt 3, 17.

Cada baptizado é templo do Espírito Santo, é morada da Santíssima Trindade. Em Cristo Jesus nos tornamos, pela acção do Espírito Santo, filhos e filhas de Deus! Deus expressa a Sua eleição - desde toda a eternidade - por cada um dos nós, faz-nos co-herdeiros com Cristo, purifica-nos do pecado original, isto é, das nossas inclinações para o mal, e que consequentemente nos tornam infelizes; concede-nos a graça de as vencermos, n'ELE! e, consequentemente, de sermos felizes e realizados porque vivendo na Vontade do Pai que é só Amor e Misericórdia, Verdade e Felicidade, infinitas!...

O Baptismo é o primeiro grande chamamento à SANTIDADE!

Depois, porém, à medida que a pessoa vai amadurecendo e crescendo na Fé, Deus pode fazer o chamamento à Vida Matrimonial, e, deste modo, a pessoa pode e deve colaborar na obra da criação de Deus, dando-Lhe filhos, educando-os, abrindo-lhes horizontes de santidade e de uma vida segundo o projecto de Deus.

Que beleza o sacramento do Matrimónio!

O casal torna-se expressão concreta do Amor e da Felicidade Trinitária. A partir de Deus, Família Divina, Trindade Santa, Deus Único, a família humana descobre o sentido do "ser família", ser comunidade de Amor e entrega, de amor oblativo (que também exige renúncias), em Deus. O casal cristão, homem e mulher, percebem a complementaridade entre ambos, ambos criados à «imagem e semelhança de Deus», ambos com diferenças e com semelhanças, mas complementares e "sós" quando um sem o outro. Homem e mulher, marido e esposa, a caminharem juntos, unidos de alma e coração, formando uma só carne - rumo à Santidade!


Há, também, outro chamamento que Deus faz a certas pessoas, pedindo-lhes uma maior oferta de si mesmas a Ele e aos irmãos para a construção do Seu Reino e que é o chamamento à Vida Consagrada, nomeadamente: na adesão a uma consagração "laical" (as leigas e os leigos consagrados), na pertença aos institutos seculares, ou, até, a uma vida eremítica, sabendo apenas o Bispo da Diocese e emitindo diante dele os votos de consagração; o sacerdócio ministerial; a profissão dos três conselhos evangélicos num instituto de "vida activa" - Vida Religiosa; a profissão dos três conselhos evangélicos abraçando a vida monástica, "vida contemplativa" - Vida Religiosa.

Que beleza a Vida Consagrada!

Os Consagrados têm de viver com um maior radicalismo os três conselhos evangélivos de Castidade, Pobreza e Obediência seguindo fielmente Jesus virgem e casto, pobre e obediente. Ninguém os obrigou, a sua resposta foi livre. Porém, a observância de tais conselhos e das demais virtudes, por consequência, é obrigatória, quer como gratidão e prova para Deus, e acima de tudo para Ele, como para os homens, benfeitores, amigos, todos..., pois o mundo espera muito deles, e, claro, acima de tudo Deus que os escolheu para darem frutos espirituais, sementes de vida eterna no coração de cada ser-humano. Lá por não terem casado, isso não significa que o seu coração fique fechado aos irmãos, pelo contrário, o coração de um consagrado é um coração dilatado para amar a Deus e como Ele, por Ele e n'Ele - segundo o Seu Coração - amar os irmãos.

Um Consagrado não pode ser uma pessoa egoísta que abre as mãos para receber mas as fecha para dar. Tem de viver com mais radicalismo o despojamento interior, mais que os leigos ou os casados. Despojamento é sinónimo de "pobreza", pobreza interior, vazio, silêncio interior, calar o que em nós é ruído, calar as rebeldias da vontade ou das outras potências, esvaziar-se de si mesmo para se encher única e exclusivamente do Deus-Amor, entrando neste circuito de Amor infinito que se vive no seio da Trindade, no desejo de se consumir na Unidade, numa perfeita comunhão e união com o Criador.

Todas as vocações exigem fidelidade, entrega radical do seu ser a Deus e ao próximo, em planos diferentes, conforme o estado de vida. Um casal pode, aparentemente ser feliz, mas, na realidade o marido trai a esposa, é-lhe infiel, ou vice-versa. Falta diálogo, ternura, respeito... Assim, não há santidade, não estão a seguir fielmente o projecto que Deus confiou à vida matrimonial. Da mesma forma, um sacerdote ou uma religiosa, ou um leigo ou uma leiga consagrada que não vive a sua castidade sériamente (e castidade implica muita coisa), que é egoísta (cheio de falsas seguranças e com medo de as perder), antipático, sem Caridade para com o próximo, com ideias que vão contra a verdadeira Fé Católica... Que dizer?...

Que a Santíssima Virgem Maria nos abençoe a todos
e nos ajude a seguir fielmente o Seu Divino Filho,
segundo o projecto preparado para cada um de nós,
desde toda a eternidade por Deus Pai. Amen.

Nossa Senhora de Lourdes



Que Nossa Senhora de Lourdes interceda por todos vós diante do Seu Divino Filho.

Que a Mãe do Céu vos abençoe e vos cubra com o Seu manto imaculado de Mãe!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Todos somos "cegos"



Irmão, Irmã! Jesus é muito discreto, muito educado! Ele espera o teu “sim” para melhor se revelar a ti e assim O veres…

Mas, não queiras vê-Lo com os olhos da carne, nem senti-Lo (sensivelmente)…
Ele quer-se dar a ti em

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Apressa-te a descer


"Apressa-te a descer, pois tenho de ficar hoje em tua casa" (Lc 19, 5). O Mestre incessantemente repete à nossa alma esta palavra que um dia dirigiu a Zaqueu: "Apressa-te a descer". Mas, que descida é esta que Ele nos exige senão uma mais profunda entrada no nosso próprio abismo interior? Este acto não é uma “separação externa das coisas exteriores”, mas uma “soledade do espírito”, um desapego de tudo o que não é Deus.

- B. Isabel da Trindade