A palavra «Anjo» designa a sua função, não a sua natureza. Deveis saber que a palavra «Anjo» designa uma função, não uma natureza. Na verdade, aqueles santos espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre se podem chamar Anjos. Só são Anjos quando exercem a função de mensageiros. Os que transmitem mensagens de menor importância chamam-se Anjos; os que transmitem mensagens de maior transcendência chamam-se Arcanjos. Esta é a razão pela qual à Virgem Maria não foi enviado um Anjo qualquer mas o Arcanjo Gabriel; de facto, era justo que para esta missão fosse enviado um Anjo superior, porque vinha anunciar a maior de todas as mensagens. É pela mesma razão que se lhes atribuem nomes particulares, que designam a missão respectiva que desempenham. Na santa cidade do Céu, onde a visão de Deus omnipotente dá um perfeito conhecimento de tudo, não precisam de nomes próprios para se distinguirem uns dos outros; mas quando vêm realizar alguma missão junto dos homens, são conhecidos pelo nome da função que exercem. Assim, Miguel significa «Quem como Deus?»; Gabriel, «Fortaleza de Deus»; e Rafael, «Medicina de Deus». Quando se trata de realizar algum mistério que exige um poder especial, verifica se que é Miguel o enviado, para dar a entender, pela sua acção e pelo seu nome, que ninguém pode actuar como Deus. Por isso aquele antigo inimigo, que pela sua soberba pretendeu ser semelhante a Deus, dizendo: Subirei até ao céu, levantarei o meu trono acima dos astros do céu e serei semelhante ao Altíssimo, será abandonado a si mesmo no fim do mundo e condenado ao extremo suplício. É este que São João no Apocalipse nos apresenta a combater contra o Arcanjo Miguel: Travou-se um combate no Céu contra o Arcanjo Miguel. A Maria foi enviado Gabriel, que significa «Fortaleza de Deus», porque veio anunciar Aquele que, apesar da sua aparência humilde, havia de triunfar sobre os poderes superiores. Convinha, de facto, ser anunciado pela «Fortaleza de Deus» Aquele que vinha ao mundo como Senhor dos Exércitos e poderoso das batalhas. Rafael, como dissemos, quer dizer «Medicina de Deus», como se compreende na missão que teve junto de Tobias: tocou lhe os olhos como um médico e dissipou as trevas da sua cegueira. Por isso, aquele que foi enviado para curar, é chamado «Medicina de Deus».
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Arcanjos S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, intercedei por nós!
domingo, 26 de setembro de 2010
A linguagem do corpo (por Christopher West)
Para todos: catequistas, pais, jovens, casais, celibatários, etc.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
13 de Setembro: a quinta Aparição
Das «Memórias da Irmã Lúcia» (pp. 169 - 171):
- Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, dum surdo-mudo.
- Sim, alguns curarei; outros não. Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem.
E começando a elevar-se, desapareceu como de costume.
O mundo fala-nos de vaidades, riquezas, honras, modas, etc. Levados por estas vozes, queremos subir, parecer bem, atrair as atenções, ver-se cumulado de honras, possuir riquezas, passar por sábios, ocupar os primeiros lugares, mesmo à custa da justiça e da caridade. (...)
Como o Demónio e instigado pelos Demónios, o mundo rodeia-nos de inveja, ciúmes e ódio: «Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, Me aborreceu a Mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes Eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece» (Jo 5, 18-19).
Deixai que vos repita, em palavras minhas, o que diz a Mensagem: Continuai a rezar, para conseguirdes a paz, para alcançardes vitória sobre as tentações e as perseguições. (...)
Por isso, nos diz a Mensagem: Continuai a rezar o Terço para alcançar o fim da guerra.
Dia 13 de Setembro de 1917 - ao aproximar-se a hora, lá fui, com a Jacinta e o Francisco, entre numerosas pessoas que a custo nos deixavam andar. As estradas estavam apinhadas de gente. Todos nos queriam ver e falar. Ali não havia respeito humano. Numerosas pessoas, e até senhoras e cavalheiros, conseguindo romper por entre a multidão que à nossa volta se apinhava, vinham prostrar-se, de joelhos, diante de nós, pedindo que apresentássemos a Nossa Senhora as suas necessidades. Outros, não conseguindo chegar junto de nós, chamavam de longe:
- Pelo amor de Deus! peçam a Nossa Senhora que me cure meu filho, que é aleijadinho!
Outro:
- Que me cure o meu, que é cego!
Outro:
- O meu, que é surdo!
- Que me traga meu marido...
- ... meu filho, que anda na guerra!
- Que me converta um pecador!
-Que me dê saúde, que estou tuberculoso!
Etc., etc.
Ali apareciam todas (as) misérias da pobre humanidade. (...) Chegámos, por fim, à Cova da Iria, junto da carrasqueira e começámos a rezar o terço com o povo. Pouco depois, vimos o reflexo da luz e a seguir Nossa Senhora sobre a azinheira.
- Continuem a rezar o terço, para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S. José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia.
- Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, dum surdo-mudo.
- Sim, alguns curarei; outros não. Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem.
E começando a elevar-se, desapareceu como de costume.
Reflexão
Dos «Apelos da Mensagem de Fátima» (pp. 143 - 150):
«Continuem a rezar o Terço, para alcançarem o fim da guerra» (Nossa Senhora, 13 de Setembro de 1917).
A Mensagem pede que continuemos a rezar o Terço, que é a fórmula de oração que está mais ao alcance de todos, grandes e pequenos, ricos e pobres, sábios e ignorantes; todas as pessoas de boa vontade podem diariamente rezar o seu Terço.
Mas porque é que a Mensagem nos pede para continuarmos a rezar todos os dias o nosso Terço? Porque a oração é a base de toda a vida espiritual: se abandonarmos a oração, vem-nos a faltar aquela vida sobrenatural que é haurida no encontro da nossa alma com Deus, porque este encontro realiza-se na oração. Vede o que Jesus Cristo recomendou: «Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois, quem pede recebe e quem procura encontra; e ao que bate abrir-se-á» (Mt 7, 7-8). A oração é procura e encontro com Deus. Nós precisamos de procurar Deus para O encontrarmos, e a promessa lá está: «Quem procura encontra». Não é que Deus esteja longe de nós; nós é que nos afastamos de Deus e perdemos o sentido da Sua presença. Por isso, a Mensagem pede-nos a perseverança na oração, ou seja, que continuemos a rezar, para alcançar o fim da guerra.
Por certo que, no momento, a Mensagem referiu-se à guerra mundial que então afligia a humanidade. Mas esta guerra é também o símbolo de muitas outras guerras que nos cercam e das quais precisamos de conseguir o fim, com a oração e o nosso sacrifício. Penso nas guerras que nos movem os inimigos da nossa salvação eterna: o Demónio, o mundo e a nossa própria natureza carnal. (...)
Além das tentações do Demónio, temos as tentações do mundo que nos rodeia, sugestiona e ilude. Muitas vezes somos iludidos e enganados pelas vozes do mundo.
O mundo fala-nos de vaidades, riquezas, honras, modas, etc. Levados por estas vozes, queremos subir, parecer bem, atrair as atenções, ver-se cumulado de honras, possuir riquezas, passar por sábios, ocupar os primeiros lugares, mesmo à custa da justiça e da caridade. (...)
Como o Demónio e instigado pelos Demónios, o mundo rodeia-nos de inveja, ciúmes e ódio: «Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, Me aborreceu a Mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes Eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece» (Jo 5, 18-19).
Deixai que vos repita, em palavras minhas, o que diz a Mensagem: Continuai a rezar, para conseguirdes a paz, para alcançardes vitória sobre as tentações e as perseguições. (...)
Por isso, nos diz a Mensagem: Continuai a rezar o Terço para alcançar o fim da guerra.
domingo, 12 de setembro de 2010
«Procurá-l'O, encontrá-l'O, conhecê-l'O, amá-l'O»
Dos escritos de S. Josemaria Escrivá:
A vida interior robustece-se com a luta nas práticas diárias de piedade, que deves cumprir – mais ainda: que deves viver! – amorosamente, porque o nosso caminho de filhos de Deus é de Amor. (Forja, 83)
Neste esforço por nos identificarmos com Cristo, costumo falar de quatro degraus: procurá-lo, encontrá-lo, conhecê-lo, amá-lo. Talvez pareça que estamos na primeira etapa... Procuremo-lo com fome, procuremo-lo dentro de nós com todas as forças! Se o fizermos com este empenho, atrevo-me a garantir que já O encontrámos e que já começámos a conhecê-lo e a amá-lo e a ter a nossa conversa nos céus.
Procura cingir-te a um plano de vida com constância: alguns minutos de oração mental; a assistência à Santa Missa, diária, se te é possível, e a Comunhão frequente; o recurso regular ao Santo Sacramento do Perdão, ainda que a tua consciência não te acuse de qualquer pecado mortal; a visita a Jesus no Sacrário; a recitação e a contemplação dos mistérios do terço e tantas outras práticas excelentes que conheces ou podes aprender. (...)
Não te esqueças também de que o que é importante não é fazer muitas coisas; limita-te com generosidade àquelas que possas cumprir no dia-a-dia, quer te apeteça quer não. Essas práticas conduzir-te-ão, quase sem reparares, à oração contemplativa. Brotarão da tua alma mais actos de amor, jaculatórias, acções de graças, actos de desagravo, comunhões espirituais. E tudo isto, enquanto te ocupas das tuas obrigações: ao pegar no telefone, ao subir para um meio de transporte, ao fechar ou abrir uma porta, ao passar diante de uma igreja, ao começar um novo trabalho, ao executá-lo e ao concluí-lo. Referirás tudo ao teu Pai Deus. (Amigos de Deus, 300 e 149)
Fonte: OPUS DEI
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Natividade de Maria Santíssima
Que a Santíssima Virgem Maria - neste dia da Sua Natividade - visite amorosamente e maternalmente todos quantos desejam seguir fielmente as pegadas do Redentor, segundo a Vontade de Deus; os cubra com o Seu manto imaculado de Mãe e os conduza até à eternidade... Amen.
Só dizendo «sim» a Deus, como Maria,
encontraremos a felicidade aqui e eterna.
Nossa Senhora Menina...
Este título mariano deriva da festa celebrada hoje, que é o nascimento da Santíssima Virgem Maria. Por amor a humanidade, o Criador quis enviar o seu Filho, encarnado como pessoa humana para redimir o pecado da Terra. Para ser a mãe terrena do seu Filho, escolheu Maria, e preparou seu nascimento. A família escolhida foi a de Joaquim, um justo e próspero judeu, obediente à Lei mosaica. Sua esposa era Ana, mulher judia íntegra, humilde e com todas as qualidades espirituais necessárias. Este casal, já com idade avançada, não tinha ainda sido abençoado com um filho, por isso julgavam-se estéreis. Foi este o lar escolhido para a ação da Providência Divina de modo que a Virgem Maria nascesse.
Tudo o que se tem narrado sobre a infância da Mãe de Deus, vem da tradição oral cristã, e dos escritos da época, que não fazem parte do Evangelho. Exceto o que está no Evangelho de São Mateus. Nele explica que a infância de Maria foi acompanhada de infinitas graças concedidas por Deus, para evidenciar "quão grande ela seria daqui por diante".
Pela tradição, aos três anos de idade Maria foi entregue para viver com as outras virgens nos apartamentos do Templo. Em seguida os pais concluíram seu voto e ofereceram seu sacrifício conforme a lei, voltando para casa. Nos catorze anos que alí esteve Maria ficou sob os cuidados do Senhor, para ser preservada de todas as tentações do mal. Ao final destes anos Maria tinha a beleza da alma abundante de todos os dons.
As imagens que representam a Nossa Senhora Menina, ou Criança são incontáveis Em algumas está só rodeada pelos anjos, em outras ladeada pelos pais, Sant'Ana e São Joaquim, ou então com um deles. Mas todas mostram Maria que segura na mão seu livro da lei. Tudo para indicar a posição de educadores dos pais, na preparação da escolhida para ser a Mãe de Deus.
O culto mariano faz parte da tradição dos fieis oficializado pela Igreja, tanto do Oriente como do Ocidente. Maria é e será venerada por todos os séculos, porque Ela é a estrada que conduz à Cristo, o único caminho para o Reino de Deus. Os cristãos, a homenageiam com uma infinidade de títulos, para celebrar sua valorosa participação no Mistério de Deus.
Fonte: Paulinas
sábado, 28 de agosto de 2010
Sto. Agostinho: santificado pela graça de Deus
Dos escritos autobiográficos - «Confissões» - de Sto. Agostinho:
«Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei! Eis que habitáveis dentro de mim e eu lá fora a procurar-Vos! Disforme, lançava-me sobre as formosuras que criastes. Estáveis comigo, e eu não estava convosco! Retinha-me longe de Vós aquilo que não existiria se não existisse em Vós. Porém, chamastes-me com uma voz tão forte que rompestes as minha surdez! Brilhastes, cintilastes e logo afugentastes a minha cegueira! Exalastes perfume: respirei-o, suspirando por Vós. Saboreei-Vos e agora tenho fome e sede de Vós. Tocastes-me e ardi no desejo da vossa paz.
Quando estiver unido a Vós com todo o meu ser, em parte nenhuma sentirei dor e trabalho. A minha vida será então verdadeiramente viva, porque estará toda cheia de Vós. Libertais do seu peso aqueles que encheis. Porque não estou cheio de Vós, sou ainda um peso para mim.
As minhas alegrias, que deviam ser choradas, lutam com as tristezas, que me deviam incutir júbilo. Ignoro de que lado está a vitória. Ai de mim! Ó Senhor, tende piedade de mim! As tristezas do meu mal pelejam com os contentamentos bons, e não sei de que parte está o triunfo.
Ai de mim! Ó Senhor, tende compaixão de mim! Olhai, eu não escondo as minhas feridas. Vós sois o médico e eu o enfermo; sois misericordioso e eu miserável Não é a vida do homem, sobre a terra, uma contínua tentação? Quem deseja trabalhos e preocupações? Ordenais aos homens que as suportem e não que as amem. Ninguém ama o que lhe custa, ainda quando goste de o suportar, porque, apesar de se alegrar com o sofrimento, prefere não ter nada que sofrer. Nos reveses, anseio pela prosperidade, e nas coisas prósperas, temo a adversidade.
Entre estes dois extremos, qual será o termo médio onde a vida humana não seja tentação? Ai das prosperidades do mundo, repito, ai das prosperidades do mundo por causa do receio da desgraça e da corrupção da alegria! Ai das adversidades do mundo, uma duas e três vezes, por causa do desejo da prosperidade, por ser a desgraça dura e ameaçar destruir a paciência! Não é a vida humana sobre a terra uma tentação contínua?
Só na grandeza da Vossa misericórdia coloco toda a minha esperança. Dai-me o que ordenais e ordenai-me o que quiserdes».
«Criaste-nos para Vós, Senhor,
e o nosso coração não descansa
enquanto não repousar em Vós»
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Oásis no deserto...
Quando tivermos adquirido certo hábito da temperança e da renúncia aos pecados visíveis, produzidos pelos cinco sentidos, estaremos então aptos a guardar o coração com Jesus; aptos a receber Sua iluminação, saborear no espírito, com fervorosa ternura, as delícias de Sua bondade. A lei que nos ordena a purificar o coração não tem outra finalidade além de afastar as imagens dos maus pensamentos da atmosfera de nosso coração; dissipá-las através da atenção constante, de modo a podermos ver com nitidez, como em dia sereno, o Sol de verdade, Jesus, e a se iluminarem em nosso espírito os aspectos (as razões) de Sua Majestade. - Filoteu,o Sinaía in «Pequena Filocalia»
segunda-feira, 7 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Corpus Christi
presente no Sacrário em frente a mim,
perdoa a minha tibieza
esta cega indiferença
que tanto Te enche de tristeza...
Ó Sangue de Cristo!
que do lado trespassado brotou,
vem curar minhas feridas e dores,
consolar, derramar o Amor
santificar o que o pecado sujou...
Ó Alma do meu Deus!
à Tua semelhança me criáste.
Não permitas que de Ti me afaste
mas derruba-me num acto d' Amor...
Ó Divindade de Cristo!
santifica todo o meu ser,
faz-me Tua esposa fiel!
Ó Divina Trindade!
quero louvar-Te, amar-Te, adorar-Te
por toda a Eternidade!...
Tua,
.......
Fátima, 15.VI.2006
sábado, 22 de maio de 2010
Veni, Sancte Spiritus!
O amor de Deus é fogo que inflama
«No Antigo Testamento mandara Deus que o fogo ardesse sempre no seu altar. "O fogo no altar deve estar sempre aceso" (Lv 6, 12). São Gregório diz serem os nossos corações os altares de Deus nos quais o fogo do amor divino deve arder sempre. Por isto não bastou ao eterno Pai mandar-nos Seu Filho Jesus Cristo que nos remisse por Sua morte: mas também quis dar-nos o Espírito Santo para morar nos nossos corações e os abrasar continuamente com Sua caridade. O próprio Jesus Cristo nos afirma que veio à terra para inflamar os nossos corações com este fogo santo e que nada tanto deseja como ver que arda em chamas: "Vim lançar fogo à terra e que quero senão que se acenda?" (Lc 12, 49). Esquece as ofensas e a ingratidão que recebeu dos homens na terra e, tendo subido ao céu, manda-nos o Espírito Santo. Assim, pois, nos amais, ó amável Redentor, na Vossa glória tanto quanto na vossa ignomínia e paixão.
Por isso o Espírito Santo desceu na forma de línguas ardentes no cenáculo sobre os discípulos. Pela mesma razão a Santa Igreja nos manda rezar: "Rogamo-Vos, Senhor, que o Espírito Santo nos inflame em aquele fogo que Nosso Senhor Jesus Cristo lançou a esta tera e que deseja ver arder grandemente". Este santo fogo abrasava os santos para praticar feitos por Deus: amar os inimigos, desejar humilhaçõess, desapegar-se de todos os bens desta terra, suportar os tormentos do martírio e até a morte com alegria.
O amor não pode estar ocioso; nunca diz: Basta. Quanto mais uma alma amante de Deus faz, tanto mais vivo torna-se seu desejo de trabalhar mais ainda para merecer Sua complacência e Seu amor. Este fogo os inflama na oração contemplativa: "Quando contemplava, acendeu-se em mim o fogo" (Sl 38, 4). Querendo, pois, abrasar-nos no amor de Deus, devemos amar a oração contemplativa por ser a fornalha que em nós faz arder o fogo do amor divino.» - Sto. Afonso Maria de Ligório
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Viva o Papa!
Viva o Papa!!! Eis o grito eufórico de tantos jovens e adultos que entusiasmadamente se fizeram ouvir no recinto do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Tive a oportunidade de ver várias vezes o Santo Padre, bem próximo até, nomeadamente, no dia 12, na Capelinha das Aparições, onde eu, como catequista, estava a acompanhar os meus catequizandos no momento do acolhimento ao Santo Padre pelas crianças da Paróquia de Fátima. Foi um momento emocionante, aquele em que os os meus olhos puderam contemplar o sucessor de Pedro e os meus ouvidos puderam escutar a oração - e consagração - que o nosso supremo pai na fé pronunciou de joelhos no altar, diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima, ao Coração Imaculado de Maria. Passo a transcrevê-la:
Santo Padre:
Senhora Nossa
e Mãe de todos os homens e mulheres,
aqui estou como um filho
que vem visitar sua Mãe
e o faz na companhia
de uma multidão de irmãos e irmãs.
como sucessor de Pedro,
a quem foi confiada a missão
de presidir ao serviço
da caridade na Igreja de Cristo
e de confirmar a todos na fé
e na esperança,
quero apresentar ao vosso
Coração Imaculado
as alegrias e esperanças
e também os problemas e as dores
de cada um destes vossos filhos e filhas,
que se encontram na Cova da Iria
ou nos acompanham de longe.
Mãe amabilíssima,
Vós conheceis cada um pelo seu nome,
com o seu rosto e a sua história,
e a todos quereis com
a benevolência maternal
que brota do próprio coração de Deus Amor.
A todos confio e consagro a Vós,
Maria Santíssima,
Mãe de Deus e nossa Mãe.
Cantores e assembleia:
Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 1)
Santo Padre:
O Venerável Papa João Paulo II,
que Vos visitou três vezes, aqui em Fátima,
e agradeceu a «mão invisível»
que o libertou da morte
no atentado de treze de Maio,
na Praça de São Pedro, há quase trinta anos,
quis oferecer ao Santuário de Fátima
uma bala que o feriu gravemente
e foi posta na vossa coroa de Rainha da Paz.
É profundamente consolador
saber que estais coroada
não só com a prata
e o oiro das nossas alegrias e esperanças,
mas também com a bala
das nossas preocupações e sofrimentos.
Agradeço, Mãe querida,
as orações e os sacrifícios
que os Pastorinhos
de Fátima faziam pelo Papa,
levados pelos sentimentos
que lhes infundistes nas aparições.
Agradeço também todos aqueles que,
em cada dia,
rezam pelo Sucessor de Pedro
e pelas suas intenções
para que o Papa seja forte na fé,
audaz na esperança e zeloso no amor.
Cantores e assembleia:
Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 2)
Santo Padre:
Mãe querida de todos nós,
entrego aqui no vosso Santuário de Fátima,
a Rosa de Oiro
que trouxe de Roma,
como homenagem de gratidão do Papa
pelas maravilhas que o Omnipotente
tem realizado por Vós
no coração de tantos que peregrinam
a esta vossa casa maternal.
Estou certo que os Pastorinhos de Fátima,
os Beatos Francisco e Jacinta
e a Serva de Deus Lúcia de Jesus
nos acompanham nesta hora de prece e de júbilo.
Cantores e assembleia:
Nós Te cantamos e aclamamos, Maria. (v. 5)
Totus tuus, Maria!
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